A Ambiolhão, E.M. iniciou no último dia 13/12 mais uma fase dos trabalhos de desinfestação da lagarta do pinheiro, também conhecida como processionária, e desta vez as intervenções estão a ocorrer na Ilha da Armona. Por se tratar de uma área ecologicamente protegida, estamos a utilizar técnicas que minimizam constrangimentos ambientais na zona.
Utilizamos o método da microinjeção (endoterapia) aplicado já há vários anos na Ilha da Armona, devido às restrições ambientais que impossibilitam a aplicação de inseticidas por pulverização. Esta técnica consiste na aplicação de uma substância ativa inseticida no interior da árvore, através de pequenos orifícios que são posteriormente tapados com uns tampões biodegradáveis. Esta técnica não causa quaisquer danos à planta e evita a dispersão de partículas na atmosfera, suscetíveis de contaminar o solo e o ambiente envolvente e será aplicada a cerca de 200 pinheiros. O tratamento chega assim a zonas da árvore que de outro modo seriam inatingíveis, conseguindo-se um controlo mais abrangente e eficaz da praga.
No início deste mês, desenvolveram-se também trabalhos semelhantes na área do Circuito de Manutenção de Marim, abrangendo o tratamento de cerca de 130 pinheiros.
Desta forma, a Ambiolhão, E.M. tem conseguido garantir maior segurança do ponto de vista ambiental pois este é um método que respeita as condicionantes ecológicas do local, evitando a proliferação anormal da praga e os consequentes incómodos aos utilizadores daquele espaço.
Apelamos ainda a todos os munícipes que têm pinheiros nos seus jardins e/ou quintais, que contactem empresas que realizem o serviço de prevenção e tratamento destas árvores, de modo a conseguirmos em conjunto um controlo eficaz na disseminação desta praga.
É muito importante manter a vigilância constante e um combate urgente e atempado, dadas as consequências que a processionária pode provocar em termos de saúde pública. Os pelos da lagarta têm ação urticante que causa reações alérgicas, já que funcionam como agulhas, injetando as substâncias tóxicas na pele ou mucosas. As crianças e os animais domésticos são os principais afetados em acidentes com a lagarta do pinheiro.